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"Na Ordem do Dia" com João Belo Rodeia
22.01.2008
Na passada semana duas boas notícias protagonizaram a Arquitectura na nossa comunicação social. A inauguração da nova Biblioteca de Viana do Castelo, de Álvaro Siza, e o anúncio de que o novo Museu dos Coches teria como autor Paulo Mendes da Rocha.

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Caros ouvintes,

Na passada semana, duas notícias protagonizaram a Arquitectura na nossa comunicação social.

A inauguração da nova Biblioteca de Viana do Castelo, da autoria do mais notável arquitecto português, Álvaro Siza, e o anúncio de que o novo Museu dos Coches, em Lisboa, teria como autor um dos mais notáveis arquitectos brasileiros da actualidade, Paulo Mendes da Rocha, que é, aliás, membro honorário da Ordem dos Arquitectos.

São duas boas notícias para a Arquitectura em Portugal.

Não tanto pelo extraordinário currículo destes dois grandes arquitectos, nem pela sua arte tão mundialmente celebrada e premiada, nem mesmo pelo comum reconhecimento público e institucional que, diga-se de passagem, entrega maior visibilidade a todos os outros arquitectos e à própria Arquitectura junto dos cidadãos.

São boas notícias, sobretudo, porque em ambos está sempre presente a possibilidade de fazer melhor cidade e de saber fazê-la. Aliás, em cada uma das suas obras descobre-se generosidade democrática e desejo de melhor cidadania.

A nova Biblioteca de Viana do Castelo, para além do seu propósito específico, constrói identidade colectiva e dimensão pública na cidade.

E no novo Museu dos Coches, à imagem do que acontece, por exemplo, com o Museu Brasileiro de Escultura de São Paulo, aguarda-se, com grande expectativa, outro grande exemplo de espaço colectivo e público.

Uma lição parece óbvia: fazer Arquitectura é também fazer cidade, e fazer cidade é seguramente fazer Arquitectura. Como bem afirmou o Senhor Primeiro Ministro em Viana do Castelo, "o segredo para o sucesso está nas cidades" e nesse sucesso está "a contribuição maior da Arquitectura".

Por isso, os arquitectos têm aqui um papel fundamental, nomeadamente no desenho dos espaços públicos. Papel que, ao invés de ser diminuído, deve ser antes estimulado e ampliado. Por isso e para isso, devem ser criadas mais e melhores condições para o acesso de mais arquitectos à encomenda pública do Estado.

Ora, como bem sabemos, a Arquitectura pode não ser a chave para todos os problemas da cidade.

Porém, tal como em Álvaro Siza ou Paulo Mendes da Rocha, abre muitas, muitas portas.

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