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SVERRE FEHN (1924-2009)
16.03.2009
Sverre Fehne faleceu no passado dia 23 de Fevereiro. Contava 84 anos.

Nascido em Kongsberg, na Noruega, em 1924, Fehn estudou na Escola de Arquitectura de Oslo até 1949. Viajou depois por Marrocos, interessando-se pela arquitectura tradicional do Norte de África, e trabalhou depois em Paris com Jean Prouvé, onde conheceu Le Corbusier. Foi este o período que mais influência exerceu na sua vida, cruzando sofisticação moderna com o construir vernacular.

Apesar de claramente influenciado por Le Corbusier, tal como por Mies van der Rohe ou Frank Lloyd Wright, sempre rejeitou as propostas urbanas dos seus antecessores: "Nunca me considerei como moderno, mas absorvi o mundo anti-monumental e pictórico de Le Corbusier, bem com o funcionalismo das pequenas aldeias do Norte de África. Pode dizer-se que eu provenho da sombra do modernismo".

Com Geir Grung, projectou o inovador Lar de Terceira Idade de Økern, em Oslo. Três anos antes, conjuntamente com outros jovens arquitectos, havia fundado o Progressive Architects Group (PAGOM) com o objectivo de promover a arquitectura moderna. O Pavilhão da Noruega para a Exposição Mundial de Bruxelas de 1958, bem como o muito aclamado Pavilhão Nórdico da Bienal de Veneza de 1962 e o Museu Hedmark em Hamar (Noruega), porventura a sua mais importante obra, valeram a Sverre Fehn, com apenas 34 anos de idade, amplo reconhecimento internacional.

No seu trabalho, atribui muita importância às qualidades dos materiais, ao efeito da luz e às relações com a paisagem: "Trabalho com um alfabeto de materiais tais como a madeira, o betão ou o tijolo (...). Com eles, escrevo uma história que é inseparável da estrutura (...). Quando construo num sítio natural ainda incólume, enfrento uma luta, um ataque da nossa cultura sobre a natureza. Neste confronto, procuro fazer um edifício que faça as pessoas mais conscientes da beleza do sítio, de modo a que quando olhem o edifício... vejam também essa beleza".

Fehn foi professor da Escola de Arquitectura de Oslo entre 1971 e 1993, dando conferências e apresentando exposições pela Europa. Nos últimos anos, um conjunto de novos museus noruegueses voltaram a dar-lhe notoriedade crítica e pública, incluindo o Museu dos Glaciares no Fiorde Fjærland (1991), o Centro Ivar Aasen em Ørsta (2000) e o Museu Norueguês de Fotografia em Horten (2001).

Sverre Fehn foi distinguido pelo prestigiado Prémio Pritzker e pela Medalha de Ouro Heinrich Tessenow em 1997. No ano passado, uma ampla retrospectiva da sua obra foi exposta na Bienal de Veneza.

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