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Siza recebe o "Gold Medal Prize" no Japão
27.09.2011
The Gold Medal Prize” foi instituído em 1984 para agraciar arquitectos cujo trabalho se tenham distinguido “em prol da sociedade e da humanidade ” e é concedido na conferência mundial da UIA cada três anos.

Álvaro Siza Vieira é o 10º arquitecto galardoado com o prémio , associando-se o seu nome a Hassan Fathy, Reima Pietella, Charles Correa, Fumihiko Maki, Rafael Moneo, Ricardo Legorreta Vichis, Renzo Piano, Tadao Ando e Teodoro Gonzalez de Leon.

Em 1998 o arquitecto Siza Vieira recebeu o prestigiado “Praemium Imperiale”, um dos mais altos galardões culturais japoneses, que distingue as personalidades que se tenham destacado “pelo impacto que internacionalmente tiveram nas artes e pelo seu papel enriquecedor na comunidade global”. Esta distinção é da iniciativa da Japan Art Association e conta com o endosso da família imperial japonesa.”

De acordo com a Agência LUSA, "É um prémio com muito prestígio porque é da União Internacional dos Arquitetos", disse Siza Vieira numa conversa telefónica com a Agência Lusa a partir de Macau.

O arquiteto português acrescentou que o prémio "é uma grande satisfação", mas garante que nada vai mudar na sua vida ou na sua visão do mundo como profissional.

"Não vai alterar nada. Os prémios dão satisfação, são também uma maneira de nos conhecermos melhor", considerou o arquiteto que falava após uma receção na residência da embaixada portuguesa em Tóquio, onde foi homenageado e onde estavam presentes arquitetos de todo o mundo.

Para Siza Vieira, que recebe o prémio durante o congresso da União Internacional dos Arquitetos, os encontros são uma boa oportunidade para "trocas de ideias".

"Mas não muda nada e eu vejo os prémios numa perspetiva de que podia ter sido eu a recebê-lo ou ter sido outro porque, tratando-se de uma coisa à escala mundial, há muitíssimos bons arquitetos e é uma conjugação de circunstâncias que leva a que seja para A ou para B desde que, evidentemente, sejam pessoas com qualidade", considerou.

O prémio da União Internacional dos Arquitetos é a mais alta distinção que um arquiteto pode receber dos seus pares, pois a União congrega Ordens dos Arquitetos de todo o mundo e os distinguidos são normalmente nomes cimeiros da arquitetura mundial.

Desde a década de 1980, quando foi instituído, o prémio tem sido atribuído de três em três anos, por ocasião dos Congressos Mundiais da União Internacional dos Arquitetos, e conta, entre os galardoados neste século, com nomes como o italiano Renzo Piano, em 2002, o japonês Tadao Ando, em 2005, e o mexicano Teodoro González de Leon, em 2008.

Numa nota da organização lê-se que o nome de Siza Vieira foi proposto pelo Royal Institute of British Architects (RIBA). A União fundamentou a escolha com o facto de a obra de Siza Vieira não poder ser classificada, pois cada uma é diferente, mas mesmo assim "reconhecível".

Por outro lado, a União considera que mesmo que a obra de Siza Vieira "não possa ser duplicada, nem tenha sucumbido a modas, constitui um modelo para as novas gerações de arquitetos".

Na Ásia, e com um a viagem de muitas horas de avião, Siza Vieira aproveita a deslocação para inaugurar, dentro de três dias, uma casa em Seul, projeto que desenhou para um cliente para quem fez o desenho de uma fábrica e que gostou da obra do português e lhe 'encomendou' o desenho de uma vivenda".


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