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OA no 24º Congresso Mundial de Arquitectura e na 25ª Assembleia-Geral da UIA
10.10.2011
O 24º Congresso Mundial de Arquitectura e a 25ª Assembleia-Geral da UIA/ União Internacional de Arquitectos decorreram no Edifício do Fórum Internacional de Tóquio (Japão) entre 26 de Setembro e 1 de Outubro de 2011. A Ordem dos Arquitectos esteve representada pelo seu Presidente, Arqº João Belo Rodeia, e pelo Arqº Rui Alexandre (Presidente do Conselho Directivo da Secção Regional do Sul e Vogal do Conselho Directivo Nacional).

24º Congresso Mundial de Arquitectura da UIA
Com o lema Design 2050: para além das Catástrofes, na Solidariedade, a caminho da Sustentabilidade, o Congresso decorreu de 26 a 28 de Setembro e contou com a presença de cerca de 5000 profissionais e estudantes de mais de 100 países e territórios de todos os continentes.
Num ambiente marcado pelas terríveis consequências da catástrofe que se abateu sobre o Japão em Março deste ano, as comunicações e os debates centraram-se no papel futuro da arquitectura e da profissão de arquitecto, em particular nos quadros do desenvolvimento sustentável e da solidariedade, conforme consta na Declaração de Tóquio (anexo 01).
Os delegados portugueses acompanharam sobretudo as comunicações relacionadas com a Reabilitação Urbana e o Património Arquitectónico, assim como as conferências magistrais. Registe-se que a Prof. Arqª Ana Tostões foi uma das conferencistas convidadas, na sua qualidade de Presidente do DOCOMOMO Internacional.
No âmbito do Congresso, o CIALP/ Conselho Internacional dos Arquitectos de Língua Portuguesa promoveu a Exposição Modernismo na Lusofonia: Arquitectura dos Anos 40-50-60 que esteve presente no Hall B de Exposições do Fórum e que, com a coordenação da Associação dos Arquitectos de Macau, contou com a participação de todos os Países e Territórios do CIALP, incluindo Timor-Leste. Importa referir que foi a primeira vez que se concretizou uma iniciativa do CIALP no âmbito da UIA.
Durante o encerramento do Congresso (28 Setembro), o Arqº Álvaro Siza Vieira foi homenageado com a Medalha de Ouro da UIA, tendo proferido conferência sobre o projecto para o novo Edifício de Acolhimento de Visitantes no Alhambra (Espanha). Os delegados portugueses compareceram igualmente na recepção em honra de Álvaro Siza promovida pela Embaixada de Portugal em Tóquio (26 de Setembro), que também acolheu grande parte da comunidade de jovens arquitectos actualmente a trabalhar em Tóquio, para além de muitas individualidades do mundo cultural nipónico.

25ª Assembleia-Geral da UIA
De 29 de Setembro a 1 de Outubro, realizou-se a 25ª Assembleia-Geral da UIA, onde foram apresentados, entre outros documentos, os respectivos Relatórios de Actividades, eleitos os novos órgãos sociais 2012-2014 e escolhida a sede do Congresso de 2017. A delegação portuguesa, em articulação com as delegações de Angola, Brasil e Macau, participou activamente nos trabalhos, tendo aprovado, entre outros, os relatórios apresentados pela Presidente Louise Cox, pelo Secretário-Geral Jordi Farrando e pelo tesoureiro Goh Chong Chia, assim como pelos 5 Vice-Presidentes regionais. De igual modo, acompanhou as comunicações dos Grupos de Trabalho, assim como a apresentação do Sistema de Validação UNESCO/UIA para a formação em arquitectura.
No quadro das eleições para os novos órgãos sociais da UIA (anexo 2), a delegação portuguesa teve um papel activo na eleição do novo Presidente, o francês Albert Dubler. Foram também eleitos o libanês Michel Barmaki como Secretário-Geral, a sul-africana Patricia Emmett como Tesoureira, tendo sido ainda eleito o italiano Antonio Riverso como Vice-Presidente para a Região I que Portugal integra. A escolha da sede para o Congresso em 2017 recaiu sobre Seoul (Coreia do Sul).
Importa registar que no último dia de trabalhos, as delegações CIALP - Ordem dos Arquitectos de Angola, Instituto de Arquitetos do Brasil, Ordem dos Arquitectos (Portugal) e Associação dos Arquitectos de Macau - apresentaram uma Declaração conjunta à Assembleia da UIA (anexo 03) que foi lida pelo Presidente da OA, assumindo o compromisso de melhorar a sua participação na UIA e de procurar aprofundar a língua portuguesa como instrumento de trabalho da organização. De igual modo, pela primeira vez, o CIALP constou do Relatório de Actividades do Secretário-Geral da UIA.

À margem do Congresso e da Assembleia
À margem do Congresso e da Assembleia, foram realizadas reuniões informais entre os membros presentes do CIALP, continuando a preparação da respectiva institucionalização formal e da próxima assembleia que terá lugar em Cabo Verde. De igual modo, em encontro com a delegação brasileira, procurou-se acompanhar a implementação do CAU/ Conselho de Arquitectura e Urbanismo no Brasil, entidade que procederá futuramente à validação do título profissional de arquitecto em terras brasileiras.
Foram igualmente estabelecidas inúmeros contactos com delegações presentes, procurando aprofundar o relacionamento internacional da OA.
A 29 de Setembro, a delegação portuguesa esteve presente na inauguração da Exposição de Arquitectura Portuguesa Tradition is Innovation (traditionisinnovation.blogspot.com), comissariada por Gonçalo Baptista e Yutaka Shiki, que decorreu no Living Design Center de Tóquio e que contou com a presença de Eduardo Souto de Moura, João Luís Carrilho da Graça, Ricardo Bak Gordon e João Trindade. Esta exposição teve o apoio da OA, através do Conselho Directivo da Secção Regional do Sul.

Em jeito de balanço
Importa recordar que a OA constitui a Secção Portuguesa da UIA, sendo herdeira do trabalho realizado pelas suas antecessoras profissionais, designadamente o SNA/ Sindicato Nacional dos Arquitectos. Aliás, o SNA foi membro fundador da UIA (Lausanne, 1948) e esteve presente, através do Arqº Porfírio Pardal Monteiro, no lançamento da organização (Londres, 1946).
Nos últimos anos, a participação da OA na vida da UIA tem sido parca, por opção política e por constrangimentos económicos. Por um lado, muitos dos grupos de trabalho da Região I da UIA estão cobertos por grupos idênticos do CAE/ Conselho de Arquitectos da Europa. Por outro, em face da escassez de recursos, houve que optar pela presença em organizações internacionais mais relevantes, de forma directa, para a vida da OA e dos arquitectos portugueses: CIALP, CAE, FEPA (Fórum Europeu para as Políticas de Arquitectura), ENACA (European Network of Architectural Competent Authorities) e Fundação DOCOMOMO Ibérico.
Porém, apesar da entropia que decorre de uma organização à escala planetária, a UIA é a única plataforma de encontro e partilha de arquitectos de todo o mundo. De igual modo, com a crescente afirmação internacional do CIALP, o peso político da lusofonia na UIA tende a ser mais importante, designadamente pelo maior envolvimento do Brasil e de Angola. Por fim, algumas das áreas de trabalho da UIA apresentam-se agora mais pertinentes para a OA, em particular nos âmbitos da Reabilitação Urbana e Património, do Desenvolvimento Sustentável, dos Concursos Internacionais e do Sistema de Validação da formação em arquitectura.
Em face do compromisso assumido pela Declaração CIALP de Tóquio, a OA deverá agora equacionar a possibilidade de reactivar a sua participação na vida da UIA, melhorando o acompanhamento da respectiva estrutura e, se possível, integrando grupos de trabalho.
Em suma, os principais objectivos políticos da delegação portuguesa ao Congresso e à Assembleia da UIA de Tóquio foram alcançados, senão mesmo ultrapassados, dando voz aos arquitectos portugueses, acompanhando a afirmação internacional da arquitectura portuguesa e contribuindo para a afirmação do mundo lusófono na UIA.

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