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URBSCAPES:Espaços de hibridação | até 14 de Janeiro
02.01.2012
Curadoria Alicia Ventura

Bleda y Rosa (Prémio Nacional de Fotografia de Espanha), Gerardo Custance, Rafael Liaño, Anna Malagrida e Mathieu Pernot, Ángel Marcos, Mireya Masó, José María Mellado, Eduardo Nave, Jesús Rivera, Adrian Tyler e Jorge Yereguiv



A paisagem submete-se à arquitetura. O homem, como animal urbano, apropria-se da natureza, impondo-lhe formas, estruturas, movimento, som. Urbscapes: Espaços de Hibridização, mostrará a obra de diferentes artistas fotógrafos cujos trabalhos estão relacionados com a paisagem e a arquitetura partindo de uma visão linear do tempo, onde coexistem o natural e o edificado. A exposição analisa as intenções e intervenções que se foram sucedendo na paisagem nas distintas escalas do território, sem esquecer as propostas líricas que saboreiam o aroma da paisagem com outros parâmetros.
Representações da destruição da paisagem e sua própria desnaturalização, a marca da transformação urbana dos bairros, uma cidade fantasma capaz de conservar uma última presença das vidas e das histórias, mesmo antes da sua definitiva desaparição. Lugares míticos que construíram a nossa história e que agora se presentam como aprazíveis campos de cultivo ou desertos rochosos. Reflexões sobre o mutismo e a mutilação que parte da vulnerável relação vital entre o homem e o seu ambiente natural. Retratos da ausência de vida como um chamar de atenção e cuidado face ao ecossistema. Melancolia face à velocidade que caracteriza a sociedade atual. A colisão entre a paisagem urbana e a rural. A reconstrução do ambiente urbano e a Natureza como paisagem. A presença natural nas cidades. A divulgação do pensamento sustentável e da proliferação de discursos respeitosos com o medio ambiente. A dominação da natureza selvagem sobre o abandono e o devir histórico. É a presença visível da mudança.

A chegada da fotografia e a sua utilização como linguagem artística e profissional serviu, entre outras muitas coisas, para alterar definitivamente a ideia de género da paisagem. Se na pintura clássica o género reflecte tímida e escassamente a criação e evolução da cidade, a fotografia encarregar-se-á de reclamar esse modelo de mudança, diferente. A cor, a ideia canónica de beleza ver-se-á assim alterada pela chegada de uma grande variedade de conceitos estéticos nos quais o ressurgir da arquitectura será um elemento chave. O branco e preto e os cinzentos, as luzes e as sombras, a ausência de pessoas, o protagonismo dos edifícios civis, a ideia de paisagem como linha de edifícios… Hoje em dia é a fotografia a que evolui e explora um género que já é uma ideia: a paisagem.

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