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Manuel de Solà-Morales (1939-2012)
28.02.2012
Manuel de Solà-Morales, considerado um dos maiores arquitectos e urbanistas espanhóis, faleceu aos 73 anos de idade. Era filho, neto e irmão de arquitectos, incluindo de Ignasi Solà-Morales, também já desaparecido.

Nascido em Barcelona, formou-se em 1963 e doutorou-se em 1967 pela Escola Técnica Superior de Arquitectura de Barcelona (ETSAB), da qual era professor e catedrático de urbanismo, tendo sido seu director entre 1994 e 1998. Era também licenciado em Ciências Económicas em 1965 pela Universidade de Barcelona, master em City Planning pela Universidade de Harvard (1967) e Membro do Churchill College da Universidade de Cambridge (1971). Era ainda fellow desta mesma Universidade (1984), membro da Academia Francesa de Arquitectura (2003) e Doutor Honoris Causa pela Universidade de Lovaina (2004).

Foi fundador e director, desde 1968, do Laboratório de Urbanismo de Barcelona, grupo investigador de morfologia urbana. Leccionou em algumas das mais prestigiadas universidades europeias e americanas, entre as quais Cambridge (UK), Nova Iorque, Santiago de Chile, Lisboa, Harvard, Lovaina, Milão, Nápoles, Caracas, Coimbra, Paris, Nanjing, Xangai, Melbourne e Copenhaga. Desenvolveu amplo trabalho teórico como investigador, sendo autor de inúmeros estudos, livros e artigos em revistas da especialidade. Foi, aliás, fundador das revistas Ciencia Urbanística, Arquitecturas Bis e UR: Urbanismo-Revista, assim como colaborador, entre outras, das revistas Lotus, Casabella, Perspecta, Archis e Daidalos.

Recebeu os seguintes prémios: March a la Investigación (1970), Puig i Cadafalch (1981), Nacional de Urbanismo (1983), Ciutat de Barcelona (1986), Bienal de Arquitetura Española (1994), FAD (1995), Iber FAD (1999), Grand Prix d'Urbanisme Europe (2000), Narcis Monturiol (2000) e Catalunya d'Urbanisme (2004).

Iniciou a sua actividade profissional como discípulo dos arquitectos Ludovico Quaroni, em Roma, e de Josep Lluis Sert, em Harvard. Posteriormente estabeleceu-se em Barcelona, cidade que influenciou profundamente. Destacam-se os trabalhos relacionados com os Jogos Olímpicos de 1992, em particular a transformação da frente marítima barcelonesa.

Trabalhou num grande número de cidades europeias, entre as quais Berlim, Salzburgo, Nápoles, Roterdão, Salónica, Génova e Trieste. Entre os últimos trabalhos destaca-se a transformação da área portuária de Saint-Nazaire em França; a praça e estação de Lovaina na Bélgica; o espaço público Winschoterkade de Gröningen na Holanda, e o Passeio Atlântico do Porto em Portugal.

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