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bienal de Veneza destaca em Agosto transformações de Lisboa
22.06.2012
Uma embaixada de arquitectos que ajudou a transformar Lisboa nas últimas duas décadas é o que propõe Portugal com “Lisbon Ground”, a participação oficial na Bienal de Arquitectura de Veneza, que começa em Agosto em Itália.

A representação oficial de Portugal foi apresentada hoje no auditório do novo Museu dos Coches, em Lisboa, que está ainda em fase de conclusão, mas teve uma das primeiras aberturas para um ato público.

A arquitecta Inês Lobo, a comissária da participação portuguesa, explicou que “Lisbon Ground” apresentará em Veneza um conjunto de projectos que foram feitos ou estão ainda a decorrer em Lisboa, mostrando uma “embaixada” da arquitectura portuguesa que inclui, por exemplo, os premiados Siza Vieira, Eduardo Souto de Moura, Gonçalo Byrne, Carrilho da Graça e os irmãos Aires Mateus.

A exposição, que estará patente no edifício Fondaco Marcello em Veneza, a partir de 29 de Agosto, irá mostrar projectos arquitectónicos que reflectem as transformações de Lisboa em três áreas: a baixa lisboeta, a frente ribeirinha, junto ao Tejo, e um conjunto de projectos na cidade chamado “conexões”.

O ponto de partida para as escolhas foi o incêndio no Chiado, no coração de Lisboa, em Agosto de 1988, numa zona da cidade que foi depois recuperada com um projecto de Siza Vieira.

“Porquê Lisboa? Pensar Lisboa hoje é por um conjunto de arquitectos a reflectir sobre uma cidade que nos últimos 24 anos tem sofrido um processo de transformação”, disse Inês Lobo.

Entre as escolhas da comissária para Veneza contam-se, além do trabalho de reconstrução do Chiado, o MUDE - Museu do Design, dos arquitectos Ricardo Carvalho e Joana Vilhena, o Museu dos Coches, coordenado pelo arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, e o projecto do terminal de cruzeiros de Lisboa, de Carrilho da Graça.

Há ainda o estudo urbano para o Parque Mayer e Jardim Botânico, de Manuel e Francisco Aires Mateus, e a requalificação da Ribeira das Naus, dos arquitectos paisagistas João Nunes e João Gomes da Silva.

A participação será reforçada com um vídeo da realizadora Catarina Mourão, com depoimentos dos arquitectos convidados, com uma série de fotografias de Duarte Belo, da cidade e dos ateliers seleccionados, e com textos do escritor italiano Antonio Tabucchi, recentemente falecido em Lisboa.

Na conferência de imprensa, o director-geral das Artes, Samuel Rego, sublinhou a ideia de “embaixada” representativa da melhor arquitectura portuguesa, que “potencie os seus protagonistas e projectos”.

O orçamento para a participação de Portugal na mostra de Veneza é de 300 mil euros, referiu.

Sobre as próximas participações de Portugal em Veneza, e sobre o futuro da ocupação do espaço Fondaco Marcello, Samuel Rego disse que se recorrerá aos espaços disponibilizados pela organização da bienal apenas durante os momentos das exposições e não por períodos de 12 meses.

O vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa e vereador, Manuel Salgado, disse que, à boleia desta representação em Veneza, a autarquia irá lançar em Julho um concurso público internacional para a elaboração de um projecto para a frente ribeirinha da baixa pombalina, que inclui o Campo das Cebolas e a Doca da Marinha.

“O grande desafio hoje é intervir no centro. Com meios escassos temos que reabilitar e regenerar e estes são projectos paradigmáticos do que é Lisboa”, disse o vereador.

A 13ª edição da Bienal de Arquitectura de Veneza decorrerá de 29 de Agosto a 25 de Novembro.

Fonte: Diário Digital.

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