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Oscar Niemeyer (1907-2012)
06.12.2012
Oscar Niemeyer, membro honorário da Ordem dos Arquitectos, faleceu a 5 de Dezembro. Contava 104 anos. Em sinal de reconhecimento pelo seu contributo, a Ordem dos Arquitectos manterá, durante três dias, o seu estandarte a meia-haste.

Nascido no Rio de Janeiro, Oscar Niemeyer Soares Filho formou-se em Arquitectura na Escola Nacional de Belas Artes da sua cidade em 1934. Neste mesmo ano, colabora no escritório de Lucio Costa, que considerará o seu principal mestre, e integra, um ano depois, o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional do Brasil.
Em 1936, faz parte da equipa projectista do paradigmático edifício do Ministério da Educação e Saúde Pública (Rio de Janeiro, 1936-45) e convive então intensamente com Le Corbusier, à época em estada no Brasil como consultor desse mesmo projecto. Este será um momento refundador da arquitectura moderna brasileira, a partir do qual Niemeyer terá crescente protagonismo.
À sua primeira obra, a Creche da Obra do Berço (Rio de Janeiro, 1937), segue-se, com Lucio Costa, o famoso Pavilhão do Brasil na World's Fair de Nova Iorque de 1939 e, logo depois, o extraordinário Conjunto de Pampulha (Belo Horizonte, 1940-44), onde se afasta definitivamente do moderno canónico. Alcança, desde então, grande prestígio internacional, antecipado, em 1943, na exposição Brazil Builds: Architecture new and old 1652-1942 no Museum of Modern Art de Nova Iorque e confirmado na sua escolha, em 1947, para a equipa projectista da nova sede da ONU, também em Nova Iorque. O catálogo de Brazil Builds correrá mundo e terá forte influência em muita da produção do pós-guerra, incluindo em Portugal. Sucedem-se inúmeras referências publicadas à arquitectura brasileira, designadamente na revista L'Architecture d'Aujourd'Hui, onde as obras de Niemeyer serão sempre amplamente documentadas.
Após o importante Conjunto de Ibirapuera (São Paulo, 1950-53), será o próprio Presidente da República, Juscelino Kubitschek, a convidá-lo para a construção dos edifícios de Brasília - a nova capital do Brasil, com plano urbano de Lucio Costa - onde, a partir de 1958, será arquitecto-chefe.
Está em Lisboa quando toma conhecimento do golpe militar no Brasil de 1964 e, após o regresso, por ser militante do Partido Comunista Brasileiro, sofre perseguição da ditadura com interrupção de encomenda e de trabalhos, aceitando, então, inúmeras proposta do estrangeiro, incluindo portuguesas, de que é exemplo o Casino Park Hotel do Funchal, projectado em 1966.
Manter-se-á activo até ao final da vida, sendo autor de um vastíssimo conjunto de obras, muitas das quais das verdadeiras obras-primas da arquitectura. Por isso, é considerado como o mais importante arquitecto moderno brasileiro e um dos mais influentes e relevantes do mundo durante o século XX.

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