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3º seminário internacional do projecto “Arquitecturas do Mar”
11.02.2013
A equipa do 3º seminário internacional do projecto “Arquitecturas do Mar” (PTDC/AUR-AQI/113587/2009) intitulado de “Para uma Ética do Território”, convida a comunidade académica a participar na iniciativa que se realiza nos dias 25 e 26 de Março, no Auditório Rainha Sonja (Cubo) da Faculdade de Arquitectura (FAUTL).


O conceito de território encontra-se frequentemente associado à ideia de um espaço onde uma ordem específica, seja ela proveniente da Natureza ou dos vários tipos de jurisdição, é exercida. Assim, um território é um espaço onde a ordem de qualquer coisa ou de alguém se manifesta e é respeitada. Tal implica que o mundo, nas diferentes perspectivas pelas quais se constitui, é acessível através da descrição do conjunto dos seus territórios.
Será então o carácter da ordem definidora de um território que caracteriza as diferentes disciplinas e ramos do conhecimento que usam este conceito (o de ordem) como instrumento de análise. Para que os diferentes objectos de estudo assim constituídos possibilitem uma descrição com sentido é necessário adoptar critérios axiológicos que acabam inevitavelmente por determinar uma hierarquização dos territórios (enquanto objectos e elementos classificáveis) e um juízo sobre a sua presença (enquanto objectos de desejo, de fruição, de posse ou de ordenamento).
Contrariando a neutralidade reivindicada por uma noção corrente de cientificidade, o estudo do(s) territórios(s) não está isento de pré-juízos, tanto do ponto de vista ético quanto do estético.
Para Uma Ética Do Território tem como propósito discutir algumas das questões prementes (e, por vezes, inquietantes) dos debates actuais que neste âmbito se levantam.

TEMAS
Utopias Locais e Contra-cultura
O conceito de sustentabilidade, na sua mais recente versão, é certamente cúmplice daquilo a que poderemos chamar o “regionalismo absoluto”. São as implicações (de toda a ordem, inclusivamente a cultural) da adopção destes novos modos de uso do território que interessa avaliar.
Para que serve o dinheiro?
O dinheiro é protagonista das mudanças através das quais as sociedades alteram ou mantêm um certo tipo de apropriação do território. Nas suas diferentes escalas e na repartição de tarefas que permitem cumprir a quase totalidade dos ciclos vitais e dos processos económicos, caracterizando as diferentes comunidades, o dinheiro é o único veículo com uma dupla natureza aparentemente contraditória: abstracta e ao mesmo tempo concreta.Urbanismo e Antropologia
Sem a perspectiva antropológica que, de algum modo, acaba sempre por repor a escala humana em todas as conceptualizações do espaço, o Urbanismo torna-se uma mera abstracção do espaço da vida que, assim, pode ficar reduzido a um desenho. Qual? O desenho de um desejo de ordem.
Propriedade: entre a natureza e o artifício
A Paisagem resulta da artificialização da natureza pelo homem. Uma intervenção equilibrada que não seja lesiva da natureza ou da cultura exige um esforço de compreensão do seu funcionamento e o reconhecimento de que esta compreensão será sempre limitada e insuficiente. O conceito de posse da terra constitui um factor limitativo de políticas sustentáveis que deve ser encarado seriamente na sua dimensão.
Planeamento ou desregulação?
Planear ou laissez faire tem sido um debate subjacente a todas as políticas de intervenção do Estado na ocupação do território. Qual é a medida “certa” entre estes dois extremos?
Economias paralelas e oblíquas
Se quando falamos em economia queremos significar a lógica de trocas entre sistemas de produção e sistemas de consumo, que passam sempre pela distribuição e divulgação daquilo que é produzido, permitindo, por outro lado, àquele que consome reforçar, pelo consumo, o seu estatuto no arranjo societário (num espaço e num tempo determinados), é necessário não esquecer que o juízo da lei vai sancionar em definitivo a legitimidade dessas trocas. Dai a possibilidade de distinção tipológica das manifestações do fenómeno económico.
Ética e Estética do Território
O estudo do(s) territórios(s) cai necessariamente na esfera de um questionamento valorativo. Por um lado, na alternativa entre a moralidade da ordem objectiva do mundo e as opções da ética subjectiva na esfera do agir. Mas também a valoração estética, que procura actualmente libertar- se das oscilações do gosto pessoal e reconhecer a objectividade da Beleza (ordem) natural, se vê confrontada com a omnipresença da desordem, sendo por isso solicitada a diagnosticar os elementos negativos na permanente degradação dos territórios enquanto bens comuns.

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