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Nuno Ferreira Santos
Intervenção na Colina de Santana . Sessão de discussão
12.07.2013
No passado dia 11 de Julho a Ordem dos Arquitectos acolheu uma sessão de esclarecimento e discussão da Câmara Municipal de Lisboa sobre o projecto de loteamento para a Colina da Santana. A sessão foi moderada pelo arquitecto Jorge Catarino da Câmara Municipal de Lisboa. A iniciativa teve franca adesão por parte de arquitectos e da comunidade em geral, e particularmente dos actuais moradores da colina, tendo sido comunicada que a discussão pública se estenderia até ao final do presente mês de Julho.

A Colina de Santana é uma zona histórica de elevado valor patrimonial. Muitos dos edifícios dos referidos Centros Hospitalares é anterior ao Terramoto. Os quatro conventos aí existentes foram nessa altura transformados em hospitais para acudir ao resto da cidade que tinha sido destruída. Qualquer uma das zonas a ser trabalhada tem diversos edifícios classificados que deverão ser reabilitados e outros que os próprios arquitectos decidiram preservar pelo seu valor patrimonial e arquitectónico.

A zona da Colina de Santana foi alvo de um aprofundado estudo global que avaliou a zona em todas as suas vertentes nomeadamente a nível patrimonial. O estudo, levado a cabo pela arquitecta Inês Lobo juntamente com outros colaboradores, pretendia avaliar a forma como os quatro hospitais aí existentes – Capuchos, São José, Santa Marta e Miguel Bombarda – poderão ser alvo de uma reconstrução e reabilitação, transformando os Centros Hospitalares, todos antigos conventos, em zonas de habitação, hotelaria, comércio e espaço público. Os quatro projectos terão tempos de implementação diferentes visto existirem edifícios que ainda estão activos. No entanto a arquitecta Inês Lobo frisou que o tempo para a conclusão deste projecto será de várias décadas.

O projecto ainda se encontra em implementação e sujeito a diversas consultas públicas. Para além disso terá de dar resposta a várias vozes que se levantaram contra o mesmo sobretudo da comunidade médica e moradores da Colina.


Hospital dos Capuchos
Inês Lobo, Arq


De acordo com a apresentação na OA - Ao nível da dimensão o Hospital mantém a área original bem como as características acidentadas do terreno. Os espaços originais do Convento dos Capuchos estão já muito alterados, vários edifícios foram sobrepostos ao edifício original. Algumas destas alterações foram realizadas de forma desconexa e deverão ser emendadas.
Pretende-se que o espaço continue a ser público e uno como o é agora. Todo o espaço do Hospital dos Capuchos tem apenas uma entrada, pretendendo-se criar novos acessos para outras zonas da cidade.


Hospital Miguel Bombarda
António Belém Lima, Arq


De acordo com a apresentação na OA - Esta zona será de utilização sobretudo habitacional sendo que o edifício principal será transformado em hotel enquadrado no antigo Convento, no edifício principal, sendo musealizado e mantidos os aspectos sagrados e profanos do património aí presente. O Hospital Miguel Bombarda apesar de estar dentro da cidade mantém uma aura desconhecida e misteriosa sendo que poucos lisboetas lá entraram. O projecto pretende manter esta ideia mas abrindo o espaço aos habitantes da cidade. Os Balneários de D. Maria II e o Panóptico, antigo Pavilhão de Segurança, bem como a sua envolvente serão reabilitados e dados a ver ao público. O espaço dos restantes seis edifícios será respeitado mas serão reconstruídos sendo que o solo ocupado será exactamente o mesmo. Os limites serão de utilização pública mantendo-se o cabeço arborizado. O projecto pretende manter o espaço único e de ruptura com a cidade, misterioso, mas visível e visitável.


Hospital de Santa Marta
Atelier Bugio


De acordo com a apresentação na OA - É o hospital mais visível dos quatro, da rua. Com 18.000 m2 provoca uma descontinuidade na cidade com uma grande diferença de cotas nas suas diversas frentes. Muitos dos edifícios foram construídos já no séc. XX sendo o que tem uma maior densidade de construção. Os objectivos deste projecto passam por promover uma organização urbana que valorize a envolvente, contribuir para a permeabilidade da colina no que concerne à circulação pedonal, valorizar o património cultural edificado, reconverter estruturas conventuais, incrementar o uso habitacional e criar um espaço público de lazer. Será sobretudo para uso habitacional e comércio. O convento e o edifício de transição que se vê da Rua de Santa Marta deverão ser preservados.


Hospital de São José
Teresa Nunes da Ponte, Arq


De acordo com a apresentação na OA - O projecto para o Hospital de São José tentará ligar estrategicamente a baixa pombalina e o Martim Moniz ao Campo de Santana. Com 50.000 m2 de terreno, o património a ser preservado contém sobretudo o Convento, a Igreja e o antigo Colégio, ambos do séc. XVI. Serão erradicados alguns dos edifícios construídos ‘por cima’ deste património. A demolir também, de acordo com a proposta, serão alguns edifícios considerados pelos arquitectos como não tendo valor patrimonial e arquitectónico nomeadamente a lavandaria (1906) incluída no conjunto industrial que se encontra muito degradado e, parcialmente, o Instituto de Medicina Legal. O projecto pretende manter a cerca conventual, manter a massa construída do antigo Colégio e manter as linhas de força do terreno. Pretende alargar entradas abrindo o espaço ao exterior.






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