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O traço do arquiteto na paisagem sintrense
21.08.2013
Os documentos expostos neste site constituem uma seleção do espólio existente sobre esta temática. O Arquivo Histórico da Câmara Municipal de Sintra, no Palácio Valenças, possui uma maior diversidade de documentação, passível de consulta, relacionada com os conteúdos apresentados.
A Câmara Municipal de Sintra pretende com este projecto dar a conhecer a arquitectura e os arquitectos mais marcantes do espaço sintrense e também nacional, entre os anos 20 e 60 do séc.XX, nomeadamente António Lino, Cottinelli Telmo, Faria da Costa, Fernando Silva Keil do Amaral, Lacerda Marques, Norte Júnior, Raul Lino, Raul Lourenço, Raul Tojal, Silva Júnior, Vasco Regaleira

Sintra, no extremo ocidental da Europa assume-se como o derradeiro elemento entre a montanha e as várzeas que mergulham abruptamente no mar. Classificada pela UNESCO como Paisagem Cultural e Património da Humanidade, é um daqueles lugares mágicos onde a natureza e o homem se conjugaram numa simbiose perfeita, como que a quererem deixar-nos surpreendidos, rendidos à beleza da obra.

A Câmara Municipal de Sintra guarda, no seu Arquivo Histórico, "traços" de sonhos abertos a uma realidade que proporcionou ideais e atitudes em que a arquitectura é herdeira de tradições.

O documento de arquivo que sustenta a arquitectura sintrense comporta a historicidade per si, como conjunto de valores, ideias e opiniões que constituem para a humanidade a revelação das mentalidades de uma época e de um espaço arquitecturado, tornando-se, precisamente, ele próprio num mundo e numa interpenetração mútua de uma e outra, e no qual a humanização da natureza corresponde a uma naturalização.

A arquitectura preenche o desejo de sentir a harmonia com o lugar, pelo que, satisfaz a apetência de valor de uso, quer pela fixação no tempo quer pela permanência.

Parece então inegável que as "ordens" afectivas e a finalidade, como consciência estética presentes no objecto arquitectónico, são a emoção estética e a empatia, que partindo do artista, atinge o fruidor através da obra que transmite.

Neste traço da arquitetura do século XX em Sintra, integra-se conjuntamente algum legado de Raul Lino tutelado pela Fundação Calouste Gulbenkian/Biblioteca de Arte e espólio da Câmara Municipal de Cascais/Arquivo Histórico, com projetos sintrenses inéditos do Arquiteto António Rodrigues da Silva Júnior, provenientes da Casa do Alentejo.

Inicio e ponto de partida para múltiplos estudos, este ensaio ajusta-se à divulgação de espólios arquivísticos, arquitectónicos e artísticos, mas principalmente como forma de dar a conhecer parte de uma "herança" que após muitos traços impercetíveis, esboços, exíguos pormenores, plantas e projectos definitivos, existe, existiu ou foi idealizada, e que pretende transmitir novas interpretações e figurações da arquitectura de Sintra.


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