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O Brilho das Cidades. A rota do azulejo
23.10.2013
Uma fascinante viagem pelo mundo do azulejo é a proposta de uma exposição inédita que o Museu Calouste Gulbenkian vai apresentar a partir do dia 25 de Outubro e que junta quase duas centenas de peças desde a Ásia Central até à Europa Ocidental, oriundas de museus e coleções nacionais e internacionais de referência.

O objetivo da mostra O Brilho das Cidades. A rota do azulejo não é oferecer uma panorâmica histórica no sentido académico, mas sim evidenciar os atrativos de um património comum e partilhado e que simboliza uma fértil ponte cultural entre oriente e ocidente, que tanto fascinou Calouste Gulbenkian

Ao mesmo tempo, constitui uma oportunidade para confirmar o modo original como nos relacionámos com esta arte que nos acompanha desde finais do século XV, e que, de tão presente no nosso quotidiano, reconhecemos como parte da nossa identidade.

O magnífico núcleo de cerâmica Iznik, oriundo da Turquia, que integra a coleção do Museu Gulbenkian, um óbvio exemplo da reinvenção constante do azulejo em mil soluções decorativas, surgirá lado a lado, nesta mostra, com obras maiores de países como o Irão, Síria, Egito, Tunísia, França, Itália, Espanha, Bélgica, Holanda, Inglaterra, Alemanha e Portugal.

A exposição compreende cinco núcleos temáticos que juntam obras de variada procedência geográfica e que revelam como, apesar de diferenças de natureza social, política, religiosa e cultural, há muitas vezes confluências nas abordagens e nos resultados.

Serão abordadas questões como o mito da cerâmica dourada, as conquistas da geometria, a importância da heráldica, o peso da cultura figurativa clássica, o valor da mitologia cristã, a mimese ou a estilização da Natureza, o reflexo dos géneros da grande pintura europeia, a influência dos tecidos, a sedução que o Ocidente sempre sentiu pelo Oriente ou a representação da utopia e do quotidiano.

Entre as instituições internacionais que cederam obras para esta mostra destacam-se o Museu do Louvre, o Museu d’Orsay, o Museu de Artes Decorativas; o Museu do Quay Branly e o Centro Pompidou, Paris; o Museu Nacional de Cerâmica, Sèvres; o Museu Nacional da Renascença, Écouen; o Instituto Valencia de Don Juan, Madrid; o Museu de Belas Artes, Sevilha; o Museu do Design de Barcelona e o Museu Nacional de Cerâmica González Martí, de Valência; os Museus Reais de Arte e de História, Bruxelas, o Museu Municipal da Haia e o Museu Boijmans-van Beuningen, Roterdão.

Para além das peças do Museu Gulbenkian, estão incluídas obras importantes de outros museus portugueses: Museu Nacional de Machado de Castro, Coimbra; Museu Nacional do Azulejo, Museu de Artes Decorativas Portuguesas - Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva, Museu Bordalo Pinheiro e Museu da Cidade, Lisboa; Museu de Alberto Sampaio, Guimarães; Museu de Évora; Museu de Lamego; Museu Municipal de Faro; Coleção Berardo, Bacalhoa, Sangalhos e Funchal, bem como de coleções particulares.

A exposição, organizada pelo Museu Calouste Gulbenkian, é comissariada pelo seu diretor, João Castel-Branco Pereira, e por Alfonso Pleguezuelo, professor catedrático da Universidade de Sevilha.

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