agenda
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O Centro Histórico no Novo Paradigma Urbano
05.12.2013
Convite à apresentação de comunicações (resumos)
até 12 de Dezembro de 2013
Data limite para a recepção das comunicações
23 de Março de 2014
Início do congresso
2 de Abril de 2014

Enquadramento

Os Centros Históricos carregam uma forte conotação com a identidade cultural das comunidades, e a sua expressão reflecte-se nas características da sua morfologia urbana, do seu edificado e na apropriação do espaço por parte da população. Neste contexto, os Centros Históricos têm sido estudados e protegidos enquanto estruturas patrimoniais que testemunham a memória colectiva dos povos, que materializam a sua relação primordial com o território, e que configuram uma espécie de matriz genética do seu desenvolvimento.

Hoje, as sociedades confrontam-se com um cenário de crescimento e de uma profunda transformação da realidade urbana, onde o processo de globalização tem conduzido à uniformização das vivências e dos modos de vida de quem habita os espaços das cidades, e onde as circunstâncias soció-económicas foram ditando o afastamento e o esvaziamento dos seus centros. Neste novo paradigma civilizacional emergente, os núcleos e centros históricos tendem, tantas vezes, a constituir-se como espaços cristalizados na forma de objectos de consumo turístico e como pólos de segregação, distanciados e desarticulados da realidade das outras cidades que se desenvolvem à sua volta e das quais, um dia, foram o seu núcleo fundador.

É necessário reflectir sobre o papel que os núcleos e centros históricos assumem no actual processo de desenvolvimento e crescimento urbano. Serão estes núcleos e centros, lugares paralelos que concorrem, funcionalmente desarticulados, e em tempos diversos, com as cidades de que fazem parte? Ou, pelo contrário, serão lugares que permitem, ou devem permitir, (re)questionar a cidade contemporânea através dos valores que neles se identificam e com os quais, eventualmente, também queremos continuar a identificar?

Neste cenário, paradigmaticamente diverso, propõe-se questionar a importância e o papel destes lugares primordiais no natural processo de evolução da cidade e, nomeadamente, na percepção que culturalmente sempre tivemos enquanto organismo em permanente transformação e renovação.



Convite à Apresentação de Comunicações

As comunicações a apresentar no Congresso Internacional O Centro Histórico no Novo Paradigma Urbano serão seleccionadas a partir da análise dos resumos enviados para o efeito. Para tal, convidam-se os autores à submissão de resumos enquadrados numa das três temáticas propostas. Os resumos deverão ter uma extensão máxima de 600 palavras, podem incluir um máximo de duas imagens (devidamente referenciadas) e deverão ser acompanhados de uma breve nota curricular sobre o(s) autor(es) com um máximo de 200 palavras. Os resumos deverão ser enviados por email para centroshistoricos@ulusofona.pt, num único ficheiro em formato digital PDF. Os resumos devem indicar, antes do título,o tema em que se inscrevem. Não será seleccionado mais do que um resumo por autor. Os resumos propostos podem ser apresentados em co-autoria.

Tema I: Conceitos e modelos

Os Centros Históricos são, normalmente, identificados e associados à génese das comunidades urbanas que exprimem um tecido urbano consolidado. O conceito sobre o seu valor patrimonial tem sido objecto de várias Cartas do Património que reforçam a importância da sua identidade morfológica e que levantam questões como a identificação dos seus limites ou fronteiras. Que formas de relacionamento e articulação manterão com a cidade em seu redor? Qual a sua dimensão patrimonial como espaço de agregação das comunidades, e que futuras reconfigurações poderão resultar face à sociedade actual, onde as redes sociais estão gerando de forma crescente, relações sem centralidades? Para além do núcleo histórico, que se diz centro primordial, existirão outros que também importam considerar e de que modo será compatível a coabitação destas diferentes dimensões urbanas na cidade e na metrópole polinucleada contemporânea?

Tema II: Gestão e políticas de intervenção

As várias políticas de actuação que vêm sendo aplicadas aos Centros Históricos definem conceitos e regras de intervenção que obrigam a uma gestão diferenciada de outras áreas da cidade. O conceito de Gestão Integrada traduz uma nova forma de interagir com vários parceiros, inclusive com a participação da população residente, obrigando a uma interacção espacial e especial de equipas a trabalhar no local. Esta experiência que ocorreu nas últimas décadas de equipas pluridisciplinares e concentradas na gestão dum espaço urbano delimitado poderá ser um exemplo para uma metodologia administrativa municipal versus uma gestão centralizada? Que novas experiências de gestão integrada, considerando a cidade no seu todo, incluindo o seu centro histórico, poderão e deverão ser praticadas?

Tema III: Novas práticas e modelos de intervenção

As metodologias de intervenção na reabilitação de Centros Históricos baseiam-se numa análise exaustiva do lugar e na aplicação de políticas governamentais, normalmente, sob a forma de planos. Através desta prática é importante reflectir sobre os resultados alcançados. Quais as dificuldades e como superá-las? Qual a relação entre a requalificação do espaço público, afecta ao poder local, e a reabilitação arquitectónica, a cargo dos privados? Que novas metodologias de trabalho e que novos modelos de requalificação dinâmica a empreender face à sociedade contemporânea?

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