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O Processo SAAL e a Arquitectura no 25 de Abril de 1974 / Ruralidade no processo de transição para a democracia em Portugal
04.04.2014
O Processo SAAL e a Arquitectura no 25 de Abril de 1974
José António Bandeirinha
Doutoramento em Arquitectura
Universidade de Coimbra
21 de Abril

Criado com o intuito de dar apoio às populações que se encontravam alojadas em situações precárias, o SAAL, Serviço de Apoio Ambulatório Local, surgiu como um serviço descentralizado que, através do suporte projectual e técnico dado pelas brigadas que actuavam nos bairros degradados, foi construindo novas casas e novas infraestruturas, foi oferecendo melhores condições habitacionais. Se, por um lado, se pode considerar a produção que se seguiu como a expressão mais coerente de uma “Arquitectura do 25 de Abril”, por outro lado, a pronta resposta dada pelos arquitectos e pelas equipas de projecto em geral correspondeu, pelos conteúdos metodológicos inusitados e pela própria qualidade de muitos dos exemplos construídos, a um dos períodos da nossa cultura arquitectónica recente mais debatidos e referenciados em todo o mundo. Todo esse manancial de produção arquitectónica, até aqui alvo de levantamentos parciais, é analisado e inventariado neste livro.



José António Bandeirinha (Coimbra, 1958) é arquitecto pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto (1983). Exerce profissionalmente e é Professor Associado do Departamento de Arquitectura da Universidade de Coimbra, onde se doutorou em 2002 com uma dissertação intitulada O Processo SAAL e a Arquitectura no 25 de Abril de 1974.
Tomando como referência central a arquitectura e a organização do espaço, tem vindo a dedicar-se ao estudo de diversos temas correlatos — cidade, habitação, teatro, cultura. Publica regularmente e é autor de diversos livros e de algumas dezenas de artigos.
Foi presidente da Comissão Científica do Departamento de Arquitectura da Universidade de Coimbra (2002-2004 e 2006-2007).
Foi Pró-Reitor para a Cultura da Universidade de Coimbra (2007 a 2011).
Foi Director do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra.
Foi Comissário da Exposição Fernando Távora Modernidade Permanente, cujo coordenador foi Álvaro Siza, integrada em Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012.
É investigador do Centro de Estudos Sociais.



Imagem: Moradores da Arrábida, Porto. Festa. Fotografia de Alexandre Alves Costa

Ruralidade no processo de transição para a democracia em Portugal
Sónia Vespeira de Almeida
Doutoramento em Antropologia do Simbólico e da Cultura
ISCTE-IUL, Instituto Universitário de Lisboa
29 de Abril

A investigação problematiza a equação “povo-ruralidade” no quadro da conjuntura revolucionário de 1974, tomando como corpo empírico as Campanhas de Dinamização Cultural e Acção Cívica do Movimento das Forças Armadas. Realizada entre os anos de 1974 e 1975, esta iniciativa percorreu sobretudo o Norte e Centro de Portugal, nomeadamente as zonas rurais do Minho, Trás-os-Montes, Beira Alta, Beira Baixa e o arquipélago dos Açores.
Procurando contrariar a versão do país promovida pelo Estado Novo, os protagonistas desta experiência constroem um campo discursivo paradoxal, onde se entretecem conceitos como cultura, tradição, subdesenvolvimento, descentralização e cidadania.

Este trabalho analisa igualmente a visão local das Campanhas de Dinamização Cultural e Acção Cívica do Movimento das Forças Armadas que tiveram como destino os distritos de Viseu e de Bragança, examinando a forma como foram recebidas e interpretadas pelas populações.



Sónia Vespeira de Almeida (Lisboa, 1973) é Professora Auxiliar Convidada no Departamento de Antropologia (FCSH-UNL) e Investigadora integrada do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA).
Desenvolve investigação de pós-doutoramento sobre arte contemporânea portuguesa, interrogando os diálogos com a “nação” e a circulação dos objectos artísticos.
É autora de Camponeses, Cultura e Revolução. Campanhas de Dinamização Cultural e Acção Cívica do MFA (1974-1975), (Lisboa, IELT/Colibri, 2009).
Membro da Comissão Editorial da revista Cadernos de Arte e Antropologia (NVBA – Brasil).
Menção honrosa do Prémio Victor de Sá (2008).



Imagem: Mamouros, Castro Daire, 1975
Arquivo particular de Coronel Manuel Cruz Fernandes




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