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The Unknown Porto . call for projects
08.05.2014
O quê?

Lugares de Estrada

Quer-se dar notícia do território real, esquecido na realidade das notícias, por ventura envergonhada das paisagens urbanas que contaminam as "purezas" do país. Estrada é, por si só, um acontecimento de contaminação. A realidade da estrada acentua a necessidade de reflectir o espaço-tempo na aproximação da sua leitura como lugar ou conjunto de lugares. O movimento é representação das realidades sociais e culturais que os constroem. A estrada apela-nos a um entendimento para além da configuração física do espaço, essa entidade abstracta, que os lugares, construções do Homem, tendem a domesticar. A estrada exige do arquitecto uma resposta concreta, de concretização da medida e da proporção, da escala e da forma, mas sendo a negação da compreensão unicamente tridimensional do real, exige dele uma amplitude ainda maior na sua leitura: (passagem de modelos)- Passa a realidade na pessoa do cão das quatro patas que jamais se encontrarão no solo ao mesmo tempo, a menos que se não trate da realidade em movimento.Assim, a realidade é realmente bípede e virtualmente quadrúpede.- Passa a realidade na pessoa da trela que liga o cão ao elemento terceiro ainda impronunciável. É uma trela em movimento, visto que a realidade na pessoa do cão também o é, e espera-se que o suposto terceiro elemento da realidade também o seja. A realidade trela assegura a liberdade real da realidade cão e a limitação virtual dessa liberdade. Esta virtual limitação assegura a coordenação dinâmica do primeiro exposto elemento da coordenação mecânica do primeiro exposto elemento da realidade e do a expor terceiro elemento da realidade.- Passa a realidade na pessoa de uma pessoa ligada à realidade na pessoa de uma trela ligada à realidade na pessoa de um cão. É a realidade pessoa em movimento. Tem dois pés que nunca estarão no solo ao mesmo tempo.Pelo que a realidade é realmente unípede e virtualmente bípede.Nenhuma destas realidades é a realidade, nem os três elementos juntos são a realidade. Apenas os três elementos passando assim constituem a realidade.Isto pode ser arte poética.Também pode ser uma ironia. (p. 81-82) Herberto Hélder in Photomaton & Vox



Porquê?

No espaço da estrada haverá espaço para os lugares? Ou devemos aceitar a inevitável difusão do espaço da estrada , como um contínuo homogeneamente disperso, sem lugar para os lugares serem lugares? Há nas estradas nacionais portuguesas um dado toponímico muito interessante que nos suscita esta questão: apesar do todo estrada ter um mesmo nome, cada troço é apropriado pelo lugar com um nome de uma rua.



Onde?

Noroeste português. Tal como Portugal, é maioritariamente vendido como Portugal-objecto, produto turistico transaccionável por imagens. A vida do lugar não disporá pois de praia , monumentos e centros históricos . Propomos um trabalho local - fixado num lugar – mas de efeito global - aberto à estrada. O terreno situa-se no Castelo da Maia- no limite do arco metropolitano do Porto - e é, em grande medida ,ocupado por uma ruína industrial (que se pode decidir preservar, demolir, adicionar construção, todo ou partes). A sua maior frente volta-se para a N14, estrada nacional Porto – Braga. O terreno situa-se num “entroncamento” de vários acontecimentos urbanos : o metro, a estrada, a universidade, etc. . Questiona-se portanto a dependência do Porto –centro. Convivente com esta realidade urbana, encontramos as imediatamente contíguas paisagens agrícolas. O lugar vive pois de várias dialéticas:
urbano/rural, industrial/agrícola., peão/automóvel, formal/informal, erudito/popular, local/global, ruína/património.

Mais informação.


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