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Battle Satellite Porto III . What is Architecture for? . Debate
23.10.2014
Maus Hábitos
Porto, 5 de Novembro de 2014
Quarta-feira, 21h30
Organização: Institute of Ideas
Parceria: Maus Hábitos



Para que serve a arquitectura?

A meio de um desastre económico global, onde o dinheiro escasseia, mesmo para as coisas essenciais do dia-a-dia, a 'arquitectura' pode ser dispensável - um luxo desnecessário numa era de austeridade? É amplamente apreciado que precisamos de construir infra-estruturas, hospitais, casas, escolas e até mesmo cidades, mas que importa o aspecto que têm? Precisamos de universidades, aeroportos e edifícios comerciais... mas precisam de ser projectadas por arquitectos? As cidades em expansão da China são, certamente, o produto de uma economia muito mais dinâmica do que no Ocidente. Mas, na China, dinamismo económico não inclui necessariamente a provisão de boa arquitetura. Importa alguma coisa?
  
Em Portugal, onde 40% dos licenciados em arquitectura estão desempregados e obras de construção inacabadas poluem a paisagem, como devem os arquitectos responder aos críticos que argumentam que os arquitectos estariam melhor se se dedicassem a fazer algo completamente diferente? Com a última Trienal de Arquitectura de Lisboa a alargar a definição da arquitectura muito além do que é convencionalmente aceite, projecto e construção deram lugar a "diálogo", "colaboração multi-disciplinar" e "compromisso social". Será que essas ambições um pouco nebulosas representam insegurança e perda de direcção? Ou são o resultado bem-vindo de um momento de auto-reflexão? Será que os arquitectos ainda precisam de fazer edifícios - não poderiam ser artistas, críticos e filósofos? No futuro podem / devem ajudar a sociedade de outras formas?
  
De facto, hoje, a arquitectura raramente é discutida nos seus próprios termos (possivelmente porque poucos arquitectos manifestam sequer saber o que "os seus próprios termos " são). Em vez disso, muitos tendem a justificar ou defender o seu trabalho em lugar de explicá-lo. Em vez de esclarecer o observador, entretêm ou desviam a atenção. Na realidade, são mais propensos a enfatizar a contribuição moral do projecto para uma miríade de questões, incluindo o consumo responsável, a inclusão social e a vida sustentável, com pouca atenção para o projecto em si. Como tal, o racionamento, a construção de comunidades sustentáveis​​, a adaptação ao clima, a promoção da saúde, a minimização de deslocações, incentivando o projecto responsável, dando prioridade às condições locais, defendendo a reciclagem ou a redução da pegada ecológica; (por outras palavras, as questões de política social) parecem ser sinónimo de dever profissional de um projectista e emblemático da boa arquitectura.
Portanto, esta sessão põe em questão se a arquitectura é necessária? Será que oferece um apelo transitório da moda ou deveria levantar os espíritos eternos? É sobre ideais elevados ou realidades práticas? Ou será que tem que ser realmente "para" alguma coisa?

Institute of Ideas


Oradores: Alastair Donald, Future Cities Project, London · Carlos Castanheira, C. Castanheira & C. Bastai, Arquitetos · Gabriela Vaz Pinheiro, Artist and Lecturer, Porto University ∙ Joaquim Moreno, Architect and Visiting Professor, UAL ∙ Luís Tavares Pereira, [A] ainda arquitectura · Chair, Alan Miller, Entrepeneur, New York/London



Contactos:
luistavarespereira@gmail.com

+ info  http://www.battleofideas.org.uk/2014/session_detail/9277

Bilhete/ Tickets: 3,00 euros
Local de venda: Maus Hábitos (no próprio dia, a partir das 20h30

O debate decorrerá em inglês, sem tradução
Programa sujeito a alteração, sem aviso prévio


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