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4ª edição da Trienal de Arquitectura de Lisboa já tem programação
05.12.2014
Constelações, Uma Pausa para a Utopia” é o leitmotiv da 4ª edição da Trienal de Arquitectura de Lisboa (TAL), que vai decorrer entre Outubro e Dezembro de 2016.

Parceiros, curadores e convidados juntaram-se no dia 5 de Dezembro no edifício sede da Trienal, o Palácio Sinel de Cordes em Lisboa, para apresentarem as linhas mestras de uma programação que pretende “delinear um 'estado de arte' da cultura arquitectónica e comunicar a um público alargado as raízes profundas que a arquitectura tem na organização da nossa sociedade”.

Nesta edição, a Trienal apresenta-se com duas estreias: uma curadoria, pela primeira vez partilhada, entre os arquitectos André Tavares e Diogo Seixas Lopes, directores do Jornal dos Arquitectos (JA) “ambos com sólidos percursos académicos e produção teórica reconhecida”; e a entrada da Fundação Calouste Gulbenkian na fileira dos parceiros 'habituais' da TAL a par da Fundação EDP, Fundação Centro Cultural de Belém e Câmara Municipal de Lisboa.

A estrutura programática da 4ª edição da TAL organiza-se em torno de três exposições nucleares:

- A Forma da Forma, no Museu da Electricidade que vai “explorar a natureza da forma arquitectónica. Três arquitectos , cujo trabalho é marcado por uma intensa investigação formal, são convidados a construir uma reflexão a partir da selecção de exemplos históricos, sublinhando a permanência da forma e a sua capacidade para condensar um conjunto de valores em qualquer coisa visível. A exposição deverá funcionar como uma 'conversa' entre os 3 arquitectos que seleccionarão exemplos de uma base de dados online com casos de estudo”, refere o dossier de imprensa;
- Na Obra, a exposição que estará patente na Fundação Calouste Gulbenkian, baseia-se na ideia de que os “estaleiros de obra são como performances públicas”. “Com as mudanças recentes nas práticas da construção e na organização do estaleiro de obra, até que ponto a prática da arquitectura se transformou? Esta exposição irá tratar esta questão através de exemplos históricos”;
- Na Garagem Sul do CCB, a Exposição intitular-se-à “O Mundo nos Nossos Olhos”. “Os arquitectos sempre contribuíram para o conhecimento e debate da realidade urbana. Fazem-no através do Projecto, mas também através do estudo da transformação das cidades tendo em vista a geração de novas possibilidades de entendimento e criação do espaço fisico. Esta exposição foca dois aspectos desse olhar”, refere a organização.

Em várias localizações em Lisboa e na cintura urbana, a Trienal pretende reproduzir o efeito de Constelação, que dá mote à edição, através de um “conjunto de várias exposições que, sem estabelecer diálogo com as exposições centrais, vão ensaiar formas alternativas de enunciar questões e expor conteúdos. Trata-se de exposições com menor dimensão física mas de grande intensidade temática”. Duas destas exposições serão resultado de um concurso público que será anunciado em Março de 2015.

Nesta 4ª edição, repete-se o Concurso Universidades que se destina aos estudantes de arquitectura e se realiza em colaboração com universidades portuguesas, com o objectivo de “fazer um ponto da situação das competências e qualidades do ensino de arquitectura em Portugal”. Este concurso vai decorrer no Palácio Sinel de Cordes, sede da TAL.

Não uma, como foi norma nas edições anteriores, mas três conferências terão lugar na semana de 15 a 19 de Novembro, associadas às três exposições centrais. Serão debates que “trarão a palco arquitectos, investigadores e actores destacados do panorama internacional da arquitectura”. Nomes de oradores só serão conhecidos no primeiro semestre de 2015.

A programação de Constelações será concentrada em três momentos: na semana de abertura, que decorre de 6 a 8 de Outubro; num momento intermédio a ter lugar entre 15 e 19 de Novembro; e no encerramento das Exposições que decorrerá de 9 a 11 de Dezembro.

À imagem de edições anteriores, também os curadores desta pretendem “constituir uma cartografia mais ampla das dinâmicas que existem em Lisboa em torno da arquitectura”, pelo que estão a “instigar-se agentes culturais e arquitectos da cidade a produzirem eventos paralelos à programação central” da Trienal 2016 e que constituirão os Projectos Associados.

A Trienal termina com a atribuição do Prémio Millenium BCP.

“A Trienal Constelações não se foca num tema específico e abarca um longo espectro de posições contemporâneas sobre a prática da arquitectura. Essas posições serão apresentadas segundo várias frentes, nomeadamente através dos seus aspectos estéticos, técnicos, sociais e políticos”, refere a organização.


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