notícias da OA
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Habitar Portugal 12-14 em Lisboa até 29 de Janeiro
23.01.2017
Lisboa
Palácio Marquês de Pombal
EGEAC
Rua de O Século, 79
até 29 de Janeiro
3ª a Dom
12h - 20h
inauguração: 10 de Dezembro, 18h
Programa Paralelo

Próximos eventos

3ª / 24/1
18h30
Apresentação AML 3
Falcão de Campos, arquitectos
MXT studio
CVDB

Sáb / 28/1
16h30
Visita guiada por Sérgio Fazenda Rodrigues
18h30
Debate #2 “Resgate e palimpsesto: como se vê a arquitectura desde uma reconfiguração?”
Pedro Barreto
João Vieira Caldas
Pedro Adão e Silva
José Pacheco Pereira

DEBATE #2

Resgate e palimpsesto: como se vê a arquitectura desde uma reconfiguração?

Historicamente, aos grandes momentos de mudança aconteceram rupturas profundas na arquitectura. O Moderno e as décadas de 20 e 30, o pós-guerra e sua revisão crítica nas décadas de 50 e 60, as convulsões políticas e sociais do final da década de 60, o Pós-Moderno e as alterações na política económica nos EUA e Reino Unido, a revolução tecnológica e as novas possibilidades formais e, simultaneamente, a presença cada vez mais evidente de uma consciência ecológica que marca a nossa agenda diária.

O resgate financeiro a que Portugal esteve sujeito coincide com o espaço temporal que esta edição do Habitar Portugal regista e procura compreender. No entanto, ao longo do período da sua itinerância novos factos emergem que importa igualmente discutir. O que todos parecemos pressentir por estes dias é a iminência de uma mudança profunda no momento que estamos a viver, num tempo presente que parece cada vez mais fugidio. O resgate teve uma contraparte, o reajustamento. Mas acrescenta-se agora ao que já existia uma outra complexidade política, a convulsão política europeia com as crises dos refugiados, das dívidas soberanas e o Brexit estão a criar um estado de discussão sobre o modelo europeu em que vivemos a que agora se soma o resultado das eleições nos EUA. É este um momento histórico? Transformador? É uma ruptura? A arquitectura é sempre uma materialização das ideias do seu tempo, uma sua manifestação material. Como e onde pode a arquitectura estar aqui?


Já aconteceu

sáb / 10/12
18h00 inauguração

dom / 11/12
16h
Visita guiada pelos comissários

3ª / 13/12
18h30
Debate #1 “Visibilidade e delito, arquitecturas efémeras, eventos e mediatização”.
José Mateus, Diogo Aguiar, Rui Mendes, Vítor Belanciano
 
3ª / 27/12
18h
Visita guiada pelos comissários
 
3ª / 3/1
18h30
Apresentação AML 1
FALA Atelier
Gonçalo Byrne + Barbas Lopes Arquitectos
VMSA arquitectos
 
3ª / 10/1
18h30
Apresentação AML 2
JAG arquitectos
ColectivArquitectura
José Adrião
CAN RAN + Cristina Uva
 
DEBATE #1

Visibilidade e delito, arquitecturas efémeras, eventos e mediatização

A arquitectura portuguesa conquistou nos anos recentes uma grande visibilidade no entanto as condições para a sua prática alteraram-se. A diminuição de encomenda pública e crise económica reduziram drasticamente as oportunidades para os arquitectos numa redução de trabalho que os cruza geracionalmente. Uma das consequências mais visíveis foi o crescimento de programas e campos de actuação antes menos frequentados. As arquitecturas ditas efémeras ganharam um espaço que antes era menos evidente, espaço esse que o Habitar Portugal considerou nesta edição abrindo o âmbito de forma a inclui-las na selecção final de obras. Por outro lado alteraram-se as formas de tornar a arquitectura visível. Sites, blogs, as redes sociais complementam ou substituem os meios tradicionais e institucionais para a divulgação ou discussão de arquitectura. De igual forma multiplicaram-se os eventos em que é tema ou centro e aumentou também o seu impacto mediático. Estas alterações também se manifestam nos contextos e nos discursos que apresentam a arquitectura. Como se vê este processo e como podemos olhar para as suas consequências? É a mediatização um processo para uma democratização da arquitectura? Sendo a arquitectura um corpo disciplinar antigo como sobrevive neste meio em mudança?





Habitar Portugal 12-14 é uma exposição de 80 obras de Arquitectura, de arquitectos portugueses, construídas dentro e fora de Portugal entre 2012-14, resultado de uma selecção comissariada pelos arquitectos Luís Tavares Pereira, Bruno Baldaia e Magda Seifert.

Uma selecção, uma escolha das obras de arquitectura que, a partir de vários programas, lugares, escalas ou condições, se consideram desde o ponto de vista de cada um dos seus comissariados, exemplares, no seu tempo e na sua condição. Esta é a quinta edição do Habitar Portugal o que significa que esta iniciativa acumulou um acervo de cerca de 400 obras ao longo de 15 anos de existência que deve ser valorizado. Os registos desse acervo permitem-nos hoje estabelecer pontos de comparação com a situação actual, as potenciais transformações na prática projectual ou edificatória afectada pelas condições de austeridade e escassez provocadas pelo resgate da Troika. É essa a segunda ideia fundamental, trazer à luz um palimpsesto que resulta das obras que fizeram parte das quatro edições anteriores e assim encontrar os registos que o lastro que elas deixaram faz emergir em contraste ou continuidade com o momento que vivemos. Crise, resgate e palimpsesto são as marcas da condição actual, estão presentes no quotidiano e na paisagem do país onde hoje vivemos. Que impacto têm na arquitectura em Portugal?

A exposição de Lisboa é 6ª de um conjunto de 14 exposições que entre Fevereiro de 2016 e Dezembro de 2017, em outras tantas localizações no território nacional incluindo as ilhas, dará a conhecer, não apenas a identidade das obras seleccionadas, mas explorar com maior profundidade, e por etapas, cada núcleo das obras situadas na vizinhança do local da exposição, até perfazer o conjunto das 80 obras. A exposição terá um núcleo central permanente, com as 80 obras expostas de forma sintética, uma parede com conteúdos originais concebida pelos comissários, e registos vídeo originais sobre as obras em foco em cada etapa.
 
Habitar Portugal é uma iniciativa da Ordem dos Arquitectos, iniciada em 2003 tem sido assumida pelas diferentes direcções. A sua abrangência, tanto geográfica, como do ponto de vista dos autores e obras representadas, constitui um importante referencial da qualidade da arquitectura produzida em Portugal. 

Habitar Portugal 12-14 tem o patrocínio da Cinca e Mapei.

Toda a informação no site do Habitar Portugal


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