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Prémio Pessoa: Ordem dos Arquitectos sublinha "indiscutível mérito e distinção"
15.12.2017
O presidente da Ordem dos Arquitectos, José Manuel Pedreirinho, considerou hoje que a atribuição do Prémio Pessoa a Manuel Aires Mateus representa um "reconhecimento do indiscutível mérito e distinção pessoal" do arquitecto.

Contactado pela agência Lusa, o responsável destacou ainda o facto de o prestigiado galardão ser atribuído pela terceira vez a um arquitecto, depois de Eduardo Souto de Moura, em 1998, e de João Carrilho da Graça, em 2008.

"Uma distinção que está indissociável do reconhecimento nacional e internacional da arquitectura portuguesa", sustentou José Manuel Pedreirinho sobre o Prémio Pessoa, hoje anunciado, em Seteais, pelo presidente do júri, Francisco Pinto Balsemão.

O prémio, no valor de 60 mil euros, distingue anualmente uma personalidade portuguesa que tenha tido uma intervenção relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica.

"Uma importância profissional que justifica a qualificação do trabalho do arquitecto porque temos pugnado, e que é bem expresso na excelência do trabalho" de Manuel Aires Mateus, acrescentou o presidente da Ordem dos Arquitectos.

O júri desta 31.ª edição destacou, na obra de Manuel Aires Mateus, com muitos projectos assinados com o irmão, "a arquitectura moderna, abstrata e contemporânea", com apelo a "formas e materiais vernaculares portugueses, que integra de um modo exemplar", com "caráter inovador", numa "continuidade entre o passado e a actualidade".

Os irmãos Aires Mateus têm assinado obras como o Centro de Criação Contemporânea de Tours, em França, e a sede da EDP em Lisboa, tendo vencido concursos recentes para criar dois museus em Lausanne, na Suíça, e a Faculdade de Arquitectura de Tournai, na Bélgica.

O júri do Prémio Pessoa 2017 foi composto por Francisco Pinto Balsemão (presidente), Emídio Rui Vilar (vice-presidente), Ana Pinho, António Barreto, Clara Ferreira Alves, Diogo Lucena, Eduardo Souto de Moura, José Luís Porfírio, Maria Manuel Mota, Pedro Norton, Rui Magalhães Baião e Rui Vieira Nery.

O vencedor da edição do ano passado foi o escritor e filólogo Frederico Lourenço, de quem o júri elogiou o "traço singular" de ter oferecido "à língua portuguesa as grandes obras de literatura clássica".

O Prémio Pessoa, que vai na sua 31.ª edição, é uma iniciativa do jornal Expresso, com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos.

Atribuído pela primeira vez em 1987, ao historiador José Mattoso, reconheceu, desde então, personalidades como o poeta António Ramos Rosa, a pianista Maria João Pires, os investigadores António e Hanna Damásio, o neurocirurgião João Lobo Antunes, o arquitecto Eduardo Souto de Moura, o constitucionalista José Joaquim Gomes Canotilho, a historiadora Irene Flunser Pimentel, o ensaísta Eduardo Lourenço, a investigadora Maria Manuel Mota e o artista plástico Rui Chafes.

Fonte: Lusa

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