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Faleceu o professor Augusto Pereira Brandão
10.04.2018
O arquitecto Augusto Pereira Brandão, professor catedrático na FA até à sua aposentação, faleceu, esta manhã.

Prestamos à família, aos amigos, aos colegas e aos antigos alunos as mais sinceras condolências.

O corpo estará em câmara-ardente na Igreja do Santo Condestável. A missa realizar-se-á amanhã, 11 de Abril, no mesmo local, pelas 16h. Depois, seguirá para o Cemitério dos Olivais para a cremação.

Augusto Artur da Silva Pereira Brandão nasceu a 13 de Março de 1930. Formou-se em arquitectura, em 1957, pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, com média final de 20 valores. Desde então, e até à sua aposentação, desenvolveu um longo percurso académico ligado ao ensino da Arquitectura em Portugal.

Começou por exercer cargos de direcção na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, tendo sido presidente dos Conselhos Directivo, Científico e Pedagógico entre 1976 e 1984. Tornou-se professor catedrático já na Faculdade de Arquitectura, sendo presidente do Conselho directivo e vice-presidente do Conselho Científico em 1990/91.

Desenvolve, em seguida uma longa colaboração com outras universidades, nomeadamente como Director do Departamento de Arquitectura da Universidade Lusíada, onde foi Vice-Reitor (1991-1994), director do Departamento de Artes da Universidade Moderna (1993-1998), director do Departamento de Arquitectura e Design da Universidade Independente (1998-1999) e, mais tarde, pró-reitor na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.

Durante todo o período enquanto professor, Augusto Pereira Brandão ensinou inúmeros estudantes que vieram a tornar-se profissionais de renome, quer no mercado de trabalho, quer no mundo académico.

Augusto Pereira Brandão desenvolveu, paralelamente, intensa actividade profissional em estudos e projectos de arquitectura, bem como de planeamento territorial. A sua actividade enquanto arquitecto destacou-se especialmente na área das construções escolares. Foi técnico superior da Junta das Construções para o Ensino Técnico e Secundário e da Direcção-Geral das Construções Escolares entre 1955 e 1974, tendo dirigido o Grupo Técnico que projectou, entre outros, os edifícios dos Liceus Rainha D. Leonor, em Lisboa (1956), da Covilhã (1960), Garcia da Horta, no Porto (1966), de Gondomar (1965), da Maia (1967), de Vila Nova de Gaia (1967).

Teve, também, uma participação institucional associada ao património e aos estudos lusófonos com a Fundação Calouste Gulbenkian com a Sociedade de Geografia de Lisboa e com a Fundação Cidade de Lisboa. No campo da escrita, tem mais de uma dezena de livros publicados e inúmeras intervenções em revistas de arquitectura.


Fonte: Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa


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