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Leão de Ouro para Souto de Moura
26.05.2018
O Leão de Ouro para o melhor participante na mostra internacional, este ano dedicada ao tema Freespace/Espaço Livre, distinguiu o complexo turístico de São Lourenço do Barrocal, a recuperação de um monte alentejano e a sua adaptação a hotel, do arquitecto Eduardo Souto de Moura. Foi na 16ª Bienal de Arquitectura de Veneza

O presidente da Ordem dos Arquitectos congratulou-se hoje com a atribuição do Leão de Ouro ao arquitecto português Souto de Moura, na Bienal de Veneza, considerando ser um dos prémios mais importantes a nível internacional.

"É muito importante a distinção de Souto de Moura. É claramente um dos prémios mais importantes a nível internacional e a sucessão de prémios com que tem sido distinguido mostram que não é por acaso, mas pela grande qualidade que tem mantido ao longo dos anos", disse à Lusa José Manuel Pedreirinho.

O arquitecto Eduardo Souto de Moura foi distinguido hoje com um Leão de Ouro 16.ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, patente ao público até 25 de Novembro naquela cidade italiana e na qual Portugal participa através da exposição "Public Without Rethoric".

O júri da exposição distinguiu o arquitecto pela recuperação do complexo turístico de São Lourenço do Barrocal, em Monsaraz.

O presidente da Ordem dos Arquitectos destacou a importância de esta ser uma obra de grande qualidade e feita em Portugal e de a distinção ter sido feita numa bienal onde Souto de Moura está também representado com "outro projecto extraordinário que é uma capela no pavilhão do Vaticano".

"Não é por acaso que esta obra coincide com a atribuição do Leão de Ouro, um dos maiores galardões que pode ser atribuído a um arquiteto no mundo inteiro", frisou.

O certame dedicado à arquitectura - cujo prémio máximo é o Leão de Ouro - recebe 65 participações nacionais, divididas entre os pavilhões históricos do Giardini, do Arsenale e do centro histórico de Veneza.

Souto de Moura foi um dos 100 arquitectos convidados pelas curadoras da Bienal da Arquitectura de Veneza, Yvonne Farrell e Shelley McNamara, do Grafton Architects, para a exposição principal, espaço expositivo além dos pavilhões nacionais.

Nascido em 1952, Eduardo Souto de Moura, vencedor do Prémio Pritzker 2011 - considerado o Prémio Nobel da arquitectura -, assinou, entre outros projectos, o Estádio Municipal de Braga, a Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, e o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança.

Em 2016 foi premiado pela X Bienal Ibero-americana de Arquitetura e Urbanismo (BIAU), que decorreu em Madrid, "pelo importante contributo do seu ensino em universidades de diversos países", e recebeu em 2017 o Piranesi Prix de Rome 2017, um prémio de carreira atribuído pela Academia Adrianea de Arquitetura e Arqueologia Onlus, em Roma.

Doze edifícios públicos criados por arquitetos portugueses de várias gerações, nos últimos dez anos, e filmes de quatro artistas constituem a representação de Portugal na Bienal de Arquitetura de Veneza, intitulada "Public Without Rethoric", a inaugurar hoje.

Fonte: Lusa


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