jornal arquitectos


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24.06.2009
José Adrião Podemos começar por fazer o balanço desta série do JA. Tentar perceber o que resultou e o que falhou no projecto que nos propusemos desenvolver. O primeiro número foi lançado em Dezembro de 2005. Nessa altura a conjuntura do país era substancialmente diferente. A proposta de revista apresentada ao Concurso da Ordem dos Arquitectos não foi um projecto de ruptura, quer nos conteúdos, quer no formato. Propusemos uma plataforma de trabalho que surgiu de muitas conversas que o Ricardo Carvalho e eu fomos tendo ao longo do tempo e que, de uma maneira não programada, acabaram por se formalizar numa revista.

Design: Pedro Falcão
21.11.2008
É comum associar a arquitectura a um acto de posicionamento político. Trata-se de uma associação tão conceptualmente intrínseca às duas actividades como o é, na cultura ocidental, a política em relação à vida na Polis. Unanimemente indissociáveis, a arquitectura e a acção política foram conhecendo estados de relação de intensidade variável. Hoje em Portugal, talvez pela primeira vez desde a Revolução de Abril, esta associação é discutida de um modo que transcende em muito a escolha ou eleição partidária: aspira a um outro grau de compromisso com os temas da vida pública e a sua extensão à cidade e ao território.

Design: Pedro Falcão
19.08.2008
A oposição cidade-campo dominou o pensamento moderno sobre o território. A hierarquização do sistema produtivo, com a indústria como detonador urbano, esteve no centro dos vários modelos de cidade do século XX. Hoje, estando obsoleta essa capacidade transformadora do mundo industrial, a Cidade Subjectiva já não depende desse binómio entre o rural e o urbano. Incorpora, sim, vários níveis de ocupação e sistemas produtivos, onde convivem o rural, o urbano, o suburbano, mas também o “terrain-vague” e as grandes infra-estruturas. A subjectividade da paisagem contemporânea e a sua condição híbrida e dominante permitem-nos hoje ampliar o significado de cidade.

Design: Pedro Falcão
13.04.2008
Todas as nossas actividades, das mais elementares como habitar, comer, deslocarmo-nos, até às mais complexas, são sustentadas pela existência de produtos-tipo, fabricados ou criados em série, a partir de regras bem definidas e quase sempre com origem em zonas longínquas do seu local de consumo, aplicação ou uso. Contudo esta condição não é recente.

Design Pedro Falcão
31.01.2008
A permanência da arquitectura não é apenas uma consequência da sua materialidade. A possibilidade de permanência reflecte principalmente o olhar consciente de sucessivas gerações, sobre o papel do tempo numa comunidade, sobre a relevância da memória e singularidade de determinados espaços públicos, edifícios e cidades.

Design: Pedro Falcão
04.12.2007
O domínio do “público” nunca conheceu como hoje uma ambiguidade relativa à sua delimitação e identificação colectiva. A falência do espaço público na cidade contemporânea gerou mercado para a proliferação de condomínios fechados, privatizando aquilo que sempre foi considerado público, a rua. O centro comercial e a televisão acabaram por esboroar ainda mais o já frágil dualismo público/privado.

Design: Pedro Falcão
05.07.2007
Turistas, viajantes, roaming, inter-rail, vista para o mar, low-cost, resort, continental breakfast, design hotel, sexo, pousada da juventude, Lonely Planet, Rough Guide, estrelas Michelin, eco-turismo, postais, American Express, internet point, três estrelas, mapas. Estas são palavras (lançadas aleatoriamente) que podem exprimir cumplicidades com o tema deste JA: «Férias».

Design: Pedro Falcão
18.04.2007
A arquitectura confere a possibilidade ao homem de ir aferindo de modo constante a sua relação com o mundo. Para que esta relação esteja em permanente verificação, a arquitectura, tal como todas actividades do homem, deverá ser praticada em liberdade. Só desta forma é possível questionar, interrogar e pôr em causa normas estabelecidas que por alguma razão já não fazem, ou nunca fizeram, sentido.

Design: Pedro Falcão
05.03.2007
A acção infra-estrutural sobre o território é uma das faces mais visíveis da integração de Portugal na Comunidade Europeia em meados dos anos oitenta. Esta acção, cuja matriz é essencialmente a da circulação viária, que se prolongou intensamente até hoje, coincidiu com uma viragem no debate disciplinar em torno da importância da infra-estrutura na cidade contemporânea.
Este modo de proceder foi e será sempre vital para que a arquitectura possa incorporar o carácter positivamente transformador que a sociedade lhe reivindica.

Design: Pedro Falcão
22.11.2006
A pertinência de um número do JA sobre o espaço doméstico, a «morada», ou seja, sobre a prática arquitectónica em torno do tema habitação, prende-se com a necessidade de indagação sobre o significado da casa contemporânea. Entendemos a «morada» como um conceito de espectro largo para definir «habitação», tema central à arquitectura e indissociável da história da civilização e da construção da cidade.

Design: Pedro Falcão
10.11.2006
A escassez como condição é o tema do JA 223. Afecta, nas suas várias vertentes, o mundo de hoje e adivinha-se que a inacção face ao problema no contexto português se poderá prolongar no tempo e tornar-se estrutural.
Mas a arquitectura não poderá adiar, por muito mais tempo, colocar o tema no centro da sua acção. A escassez comporta uma vasta riqueza temática, que implica os recursos, o espaço, o tempo, ou mesmo a produção e a construção de arquitectura.

Design: Pedro Falcão
08.11.2006
Habitualmente fornecido como um conjunto de dados quantitativos, entre o organigrama e a listagem, o programa constitui-se como etapa onde se supõe tacitamente estarem excluídas «qualidades», enumerando apenas «quantidades». Este facto coincide com uma prática comum onde a separação entre o acto de elaboração dos programas e o acto de pensar e construir arquitectura é inequívoca.
É exactamente por estes tópicos que os textos que publicamos se movem criticamente. João Rodeia e Jorge Carvalho conduzem-nos pela questão da ética face à necessidade de refundar a relação entre homem e paisagem, entre cultura e natureza, condição necessária à própria sobrevivência da espécie humana.

Design: Pedro Falcão
10.10.2006
Este é o primeiro número de uma série de dez sob a nova direcção do Jornal Arquitectos. Tal como este “Híbrido: Quando não se reconhece a matriz”, os restantes nove serão construídos à volta de um tema central à reflexão e prática arquitectónica no presente a partir das cinco secções agora inauguradas.
Propomos para o JA 222 um panorama sobre a relevância do programa no processo implícito ao projecto de arquitectura. Interrogamo-nos sobre se os arquitectos não deverão contribuir activamente na elaboração dos programas ou posicionarem-se em relação a estes de forma crítica, superando a leitura do mesmo como se de uma grelha de constrangimentos se tratasse. O programa pode ser entendido como motor de ampliação da arquitectura, antecipando a vocação e pertinência da construção de lugares no território, e contribuindo com respostas arquitectónicas mais adequadas ao tempo longo da arquitectura.
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